O bom design: como fazer?

Bom design significa design de qualidade, que comunica, agrega valor ao produto e cumpre com primazia o seu papel.
Porém, para se chegar a um resultado de alto nível, é necessário muito mais que o domínio técnico das ferramentas, recursos e linguagens. Enquanto o designer não se conscientizar disso, corre o risco de ficar à deriva num mar de tendências, recursos clichês e falta de profundidade.

Referências

O designer, além de dominar todo o processo inerente ao meio para o qual está criando, deve possuir diversas referências culturais, estéticas e artísticas.

Vejamos os exemplos dos grandes escritores. Além de serem dotados de grande talento, são verdadeiros “ratos de biblioteca”, lendo tudo o que lhes é oferecido compulsivamente, de clássicos da literatura às bulas de medicamentos.

Com isso, dominam cada vez mais a linguagem, aprimoram as possibilidades de expresssão e, finalmente, se carregam de referências literárias e textuais. As referências serão condensadas, “mixadas” pelo cérebro e oferecerão, ao escritor, possibilidades expandidas de expressão.Na verdade, só fala e escreve bem quem lê muito, só se fica atualizado acompanhando as notícias, so se é um bom músico dormindo e acordando com música, todos os dias. Em todos os meios citados, a “tara” ou “objeto de desejo” é a produção daquilo ao que cada um se propõe, de forma natural e não forçada.

Quais são as referências para o designer?

O design possui características interessantes, que tornam essa profissão tão fascinante e complicada, ao mesmo tempo, dando margem a diversos embates filosóficos-existenciais-profissionais, como em quase nenhuma outra ocupação conhecida.

Design não é arte, porém, com frequência, esbarra em conceitos e soluções advindas da produção artística. Assim, referências artísticas são uma constante no trabalho do designer, que deve se alimentar de exposições de pinturas-gravuras-xilogravuras-esculturas; enfim, de todo tipo de arte. Há, ainda, a possibilidade de mergulhar em livros e observar o quão magistral a expressão humana pode ser e a maneira como isso pode ser abordado em uma publicação.

O aprimoramento e o bom design saem de uma bagagem cultural ampla, completa. Não há outro meio. A vivência da profissão, a seriedade aplicada ao fazer técnico, o perfeccionismo, o prazer de se fazer o que gosta mesmo em cenários complicados e muito rotineiros de extrema pressão, de dead-lines criminosos. Tudo isso faz parte do grande e complexo todo da profissão.

Não há dependência direta da mídia para a qual se cria no sentido das boas referências, pois, como se sabe, design é, dentro de sua magistral amplitude, uma coisa só. É claro que nossos olhos são imediatamente atraídos para o lado cujo qual nos interessamos. O designer que faz web (também conhecido como webdesigner) fatalmente irá observar mais atentamente os trabalhos feitos para essa mídia, acompanhando os prêmios e os desdobramentos do mercado. Da mesma forma, que faz design off-line estará sempre de olho em material impresso, assim sucessivamente.

As boas referências estéticas e culturais são comuns para todos os desdobramentos da profissão, não acredito haver uma diferença clara e pronunciada. Creio que todo designer deveria ser um amante das artes visuais, um atento observador anônimo do mundo e de suas vertentes, observando todos os aspectos visuais em tudo o que o cerca: carros, ônibus, apartamentos, roupas, cartazes, fachadas, arquitetura, tv, internet… Um grande catalisador de tendências, idéias e conceitos.

Conclusão

O design de qualidade não está ligado diretamente à idéia de bons recursos tecnológicos. Apesar dos grandes talentos nacionais, existem diversos aspectos de diversas áreas que ainda não chegaram numa qualidade compatível com o design feito nos países de primeiro mundo. Se a questão fosse somente o equipamento, já estaria resolvida há tempos. Temos as mesmas máquinas, os mesmos softwares, acesso a boa informação técnica e bons livros (mesmo que importados); porém, muito de nossa produção está ainda engatinhando, o que mostra que a questão é totalmente cultural. Para se fazer o bom design, é necessário ter uma boa cultura.

Portanto, o mundo a sua volta é a sua principal fonte de inspiração e matéria-prima. Não deixe de apreciar, obviamente, todas as formas de arte, além das visuais. Ouça uma música que lhe toque, ligue sua parabólica e prepare-se para absorver toda e qualquer referência e pode acreditar: na hora em que for necessário, seu cérebro saberá justamente onde buscar a informação e solução para determinada peça e você, só depois de algum tempo, vai entender o processo louco e fascinante da criação e seu referencial estético.

Intercon 2008: Cris Dias e Marco Gomes

Neste momento começou o FF 08, com seu modelo revolucionário de palestras simultâneas ocorrendo de forma conjunta no mesmo palco, separadas por canais de aúdio via headphones. O aparato tecnológico oferecia ao público o poder de zappear entre as palestras, algo que fiz diversas vezes durante o evento. As palestras foram de Gil Giardelli e Cris Dias.

Apesar de zappear de vez em quando, acabei me prendendo mais à palestra de Cris Dias ( vilago e enxame.tv).

Cris falou da moeda de troca social chamada whuffie, que, quando conquistada de maneira efetiva, colabora para a monetização de sites e redes sociais. Curioso é notar como a web, em sua atual vertente, favorece incrivelmente as “pessoas” mais populares, quem conhece o padrão do Page Rank sabe bem do que estou falando.

Apesar de concordar com tal modelo, fico me perguntando se não existem toneladas de bom material espalhados pela web, que não são conhecidos por não serem populares. O conceito do gênio incompreendido e recluso, nos dias atuais, não existe mais.

Veja os slides de Cris Dias aqui.

Intercon 2008: Inovação no Comércio Eletrônico

O comércio eletrônico, dentro de suas diferentes vertentes, foi, por um certo ponto de vista, o motor que impulsionou (e ainda impulsiona) a grande expansão do mercado web, justificando, em grande parte, o aumento na procura de profissionais preparados para este emergente mercado.

É provável que o Mercado Livre, aqui no Brasil, seja um ícone da cultura do comércio eletrônico, sendo por suas agressivas estratégias de expansão ou pelo grande volume de negócios que impulsiona, oferecendo ao pequeno negociador (aquele, que “antigamente” anunciava gratuitamente no Jornal Primeira Mão) um conjunto de ferramentas de negócios que o coloca em paridade com os grandes sites de comércio eletrônico.

Stelleo Tolda, presidente do Mercado Livre, possui, sem dúvidas, excelentes credenciais para tratar sobre o tema Inovação do Comércio Digital. A organização do Intercon 2008 escolheu a pessoa certa para tal empreitada.

Comércio Eletrônico no Brasil

A evolução na maneira de fazer e conduzir as transações financeiras, segundo Stelleo, é proporcional ao aumento da confiabilidade do consumidor com o meio web, trazendo benefícios reais, na medida em que oferece mais tranquilidade aos usuários.

A necessidade do profundo entendimento do cliente típico do comércio eletrônico foi apresentada como condição vital para o amadurecimento do mercado e aumento da confiabilidade de quem compra. Pontos como o poder de expressão do usuário, o marketing negativo que pode ser gerado pelo boca-a-boca do cliente insatisfeito e a constante necessidade de mudanças de conceitos foram devidamente debatidos e apresentados com propriedade.

O recado, em síntese, foi para que o comércio eletrônico siga no processo evolutivo de aumento de confiança, tratando o cliente da melhos maneira possível, com soluções personalizadas e com um pós-venda cada dia mais eficiente.

Intercon 2008 - Primeiras Impressões

Já foram escritos artigos sobre o Intercon 2008 de várias formas: representando o ponto de vista do palestrante (como este , este e este também), do apresentador (como este, do Fabio Seixas) e do mentor do evento (como este, este e mais este, no blog de Luli Radfahrer). Porém, agora, você irá ler um artigo escrito por um simples mortal da platéia (apesar deste “simples mortal” ser colunista do iMasters, lá estava na condição confortável de mero espectador), com certeza uma condição compartilhada por cerca de 800 pessoas que lotaram o auditório no dia do evento.

Modelo Único no Mundo

O intercon 2008 foi um divisor de águas no formato de eventos tecnológicos do Brasil (e no mundo). Com um auditório cheio, ansioso com o novo formato, desfilaram diversas palestras simultâneas, podendo, o espectador, ouvir/assistir a que mais lhe interesasse. Zapping em palestras!

A programação estava bem recheada, com foco principal na inovação. O famigerado vídeo da briga de “tias-velhas” da publicidade nacional foi exibido logo no início, recebendo as (merecidas) críticas da ala inovadora e empreendedora da web.


Untitled from fabio x nizan on Vimeo

Na minha (modesta) opinião, as “tias” estão agoniadas com a mudança radical de conceitos e de “modus-operandi” da publicidade face aos novos (e melhores) recursos do meio online. Dizer “não inove” para nós é algo bizarro e descabido, visto que em qualquer curso ou treinamento simples de empreendedorismo a regra é “aproveite os momentos de crise e veja neles possibilidades de crescimento”. Acho que alguém não fez a lição de casa, como deveria.

Tudo ao mesmo tempo agora

A primeira palestra não foi dividida, tendo Stelleo Tolda, Presidente do Mercado Livre, todas as atenções voltadas para ele. Após uma série de pequenos ajustes nos canais de áudio (cada participante recebeu headsets com três canais de rádio cada, o canal 1 apresentava o áudio do lado esquerdo do palco, o 2 do lado direito e o 3 (pouco utilizado) mostrava o áudio das oficinas de photoshop e programação que ocorriam externamente, no saguão do evento) e assim que toda a multidão de cerca de 800(!) pessoas se acomodou, Stelleo tomou a palavra e deu uma verdadeira aula de negócios e comércio eletrônico na web.

Série de Artigos

Conforme fiz no ano passado, vou escrever uma série de posts sobre cada uma das palestras que ouvi/assisti, assim com das que irei ver em vídeo (já que o material completo de todas as palestras será disponibilizado no T!V! e no Videolog, segundo informações da organização do evento). Assim, você que não foi ou que quer saber e conhecer opiniões diferentes das suas, pode assinar meu RSS e acompanhar, um por um, todos os posts sobre esse fantástico evento, verdadeiramente inovador se comparado com os outros eventos tecnológicos do Brasil.

O próximo post irá abordar, em detalhes, a palestra Inovação no Comércio Digital, de Stelleo Tolda, Presidente do Mercado Livre.

Até lá!

Como fazer um site web?

Este artigo mostra uma das várias maneiras de se dividir o processo produtivo de um site web. Aqui, num primeiro momento, você conhecerá as quatro etapas básicas para depois conhecer, um pouco mais a fundo, o planejamento.

As Etapas

Podemos dividir a produção de um site web em quatro etapas principais, explicadas, abaixo, resumidamente:

a)Planejamento:

Processo que engloba todo levantamento das necessidades do cliente, pesquisas de mercado, linguagens e estratégias de comunicação, objetivos mercadológicos, entre outros.

b)Criação:

Transformação das informações e definições da etapa de planejamento em idéias visuais claras e objetivas. Definição de estruturas de navegação, de condução do usuário da página

c)Estruturação:

Uso das linguagens XHTML/CSS para efetuar a codificação do lay-out do site desenvolvido pela equipe de criação na etapa anterior. Testes de navegabilidade e de UP LOAD do site.

d)Desenvolvimento:

Aplicação das linguagens de servidor para integração do site com um banco de dados para tornar partes do site dinâmicas, com conteúdo atualizado constantemente, muitas vezes permitindo uma grande participação do usuário na página, alterando características diversas.

O Planejamento

Etapa que pode ser dividida da seguinte forma:

Tema

Sobre o que será o site? Descrever de forma sucinta e objetiva o tema geral do site

Briefing

Levantar, junto ao cliente, informações precisas sobre o que se espera do site. Esta reunião deve ser um bate papo, evitando estruturas formais de perguntas e respostas, pois, assim, consegue-se muito mais do cliente do que se espera. Apesar disso, deve-se levantar, minimamente, as seguintes informações:

a)Público-Alvo: a quem se destina o site? Qual a classe social, a faixa etária e o perfil geral das pessoas?

b)Definir o retorno esperado para o site: um site, como uma peça de comunicação, é uma ferramenta de marketing como qualquer outra, precisa de objetivos claros e bem definidos. O retorno deve ser encarado como uma meta a ser cumprida.

Linguagens

As linguagens de comunicação, quando bem definidas, resultam num bom retorno para o cliente definido como público-alvo. Apesar de haver uma grande quantidade de linguagens que podem ser utilizadas, podemos definir as principais da seguinte forma:

a)Moderna (jovem): possibilita o uso de cores fortes, experimentalismos gráficos diferenciados, linguagem mais cool, solta, livre, informal. O site da MTV é um bom exemplo deste tipo de linguagem visual.

b)Conservadora (madura): não deve causar impacto por recursos visuais ou informalidade na linguagem. Estruturas mais rígidas de navegação, de controle. Recomendado para sites de investimentos, negócios, bancos, de uma maneira geral. O site do Citibank é um bom exemplo.

c)Clean (suave): diz respeito mais ao aspecto visual do que a uma linguagem propriamente dita. As cores são suaves, fluidas. As imagens comunicam tranqüilidade, suavidade, beleza. Tudo é limpo, os espaços não são totalmente preenchidos, permitindo que a página “respire”. Sites de beleza e estética seguem este padrão.

d)Over (forte): também diz respeito aos aspectos visuais. Aqui, ocorre o inverso do “clean”. As cores são fortes, agressivas, pulsantes. Imagens em ângulos e enquadramentos inusitados, uso livre de grafismos fortes, experimentais. Os sentidos são agressivamente tocados, não há espaços para se “respirar”, tudo é muito intenso. Sites de skateshops seguem este padrão.

Tecnologias e ferramentas utilizadas

Com base nas informações levantadas até o momento, pode-se definir as ferramentas e tecnologias que serão utilizadas, até mesmo para se ter uma melhor idéia “orçamentária” do projeto. Abaixo, as principais necessidades de um web site e exemplos de tecnologias e ferramentas para executá-las:

a) Ilustrações, logotipos, símbolos vetoriais:

Corel Illustrator

Inkscape

b) Criação de lay-outs:

Photoshop Fireworks

c) Tratamento de Imagens:

Photoshop Gimp

d) Otimização de Imagens:

FireworksGimp

e) Edição Visual do código:

Dreamweaver Amaya

f) Linguagens de estruturação:

XHTML (estrutura) CSS (formatação visual)

g) Animações vetoriais:

FlashKtoon

h) Linguagens de Scripts:

Javascript Action Script(no flash)

i) Desenvolvimento:

PHP (Linguagem de Servidor Open Source) ASP (Linguagem de Servidor Paga)

Observação: existem diversas outras ferramentas e linguagens no mercado que também efetuam tais trabalhos.

Pesquisas

Etapa destinada a levantar todos os dados necessários afim de fazer um site adequado ao perfil do cliente:

a)Pesquisar concorrência: quem é a concorrência? Qual o seu perfil? Que sites possuem? Que estratégias trabalham em seu sites? Que colocação possuem no mercado? Quais os pontos fortes? E os fracos? Oferecer, por meio de pesquisa, a informação do que ainda não se fez, ter a real noção do mercado em que se está entrando, conhecer a fundo todas as características.

b)Pesquisar o público-alvo: levantar, efetivamente, todos os dados sobre o público-alvo que interessam dentro do contexto do site.

c)Pesquisar estratégias: levantar dados sobre as estratégias que serão abordadas, analisar se já foi utilizada em outro momento (analisar e pesquisar CASES alheios), não “reinventar a roda”, o que já foi feito no passado e deu certo, torna-se modelo a ser seguido, o que deu errado, modelo do que deve ser evitado.

Planejamento Estrutural do site

Com todo o extenuante trabalho acima concluído, pode-se começar a estruturar o site de forma básica, não-visual. As definições abaixo, para a surpresa de muitos estudantes de web design, são atribuições do marketing, de maneira geral:

a)Quantas páginas, links ou seções o site terá?

Isto dependerá do perfil do site, dos assuntos abordados. Um site com poucos links não é necessariamente um site de pouco conteúdo, da mesma forma, um site repleto de links e seções não é, exatamente, um manancial de boas informações sobre aquele tema determinado. Prudência, canja de galinha e bom senso não fazem mal a ninguém.

b)Mapa do site

Estrutura básica da divisão de todos os links, com todas as páginas relacionadas como subdivisões dentro de um contexto maior. Muito mais do que “quadradinhos” com nomes de páginas escritos dentro, um mapa de site permite uma visualização global e visual do que se pretende, tornando fácil e visual os processos de alterações, aprovações e definições genéricas.

c)Arquitetura da Informação:

Este tema daria um novo artigo por si só, de tão amplo e complexo. Definindo sucintamente, a arquitetura da informação passa pelo processo de separação do conteúdo, da condução do cliente pelo site, dos túneis de navegação, estruturas lineares e não-lineares de navegação, visando a criação de um web site intuitivo, que ajude o visitante a encontrar tudo o que deseja da forma mais direta e racional possível. O profissional envolvido com este tópico dedica-se a utilizar o principal conteúdo da web de forma a extrair todo o seu potencial: o hipertexto.

e)Textos principais:

Já ouviu falar em web writing? É, basicamente, o ofício de escrever para web, respeitando suas características (textos curtos, rápidos, sintéticos, utilização do LEAD Definir e escrever todos os textos num bom editor, corrigir possíveis erros (utilizar manuais de estilo e redação )antes de aplica-los nas páginas. Evitar escrever textos diretamente no editor de códigos, separar esta etapa da produção.

f)Cores:

A definição de cores de um site pode vir de vários aspectos, que vão desde as tonalidades padronizadas de uma empresa até o sentido conceitual que cada cor carrega por si própria. Existem teorias das cores genericamente aceitas, porém este é um conceito que muda de povo para povo, até mesmo de público-alvo para público-alvo. Conheça um ótimo artigo de Wellington Carrion, sobre teoria das cores . É possível chegar-se a conjuntos de cores por meio de extenuantes pesquisas de mercado, avaliar como cada cor será aceita ou quais sentimentos provocarão em determinado perfil de público.

g)Linguagens:

Como falar com determinada faixa de público? Que termos devem ser empregados e evitados? O marketing, mais uma vez, deve definir o tipo de linguagem a ser utilizada e a maneira de se abordar o visitante durante a visita à página. O público jovem, por exemplo, pode tolerar gírias, neologismos, termos da moda e tudo mais. Porém, para uma faixa de público conservadora, a linguagem deve ser polida, cuidadosa, sem excessos. De qualquer maneira, os textos devem seguir a regra da simplicidade, da facilidade de entendimento.

h)Tipos de imagens:

Definição de que tipos de imagens serão utilizados, de acordo com a linguagem utilizada. As imagens podem possuir enquadramentos ousados, pouco usuais; bem como podem utilizar ângulos tradicionais, comportados, “corretos”. Esta é uma definição importantíssima para a equipe de criação, já que no design a utilização de imagens é essencial.

i)”Pré-Site” em Programas de apresentação:

Quando necessário, pode-se montar a estrutura básica de navegação, de páginas, de links, utilizando-se uma ferramenta típica de escritórios como o Power Point ou qualquer outra ferramenta voltada para a criação de aplicações em suítes de escritório, ferramentas normalmente de simples utilização, conhecidas por profissionais de todas as áreas. Esta apresentação será um guia na elaboração do processo criativo, tomando importantes decisões sobre a estrutura do site.

Conclusões e Considerações Finais

Este é um tema extenso, que pode ser trabalhado e encarado de maneiras diferentes e distintas pelas empresas e agências de web ao redor do mundo. Porém, trata-se de algo funcional, testado e utilizado em diversas empresas, com resultados positivos.

Não há, de maneira alguma, a intenção de propor a estrutura de planejamento definitiva, acima do bem e do mal, muito pelo contrário. Regras e bolachas nasceram para serem quebradas; sendo assim; a mudança é bem vinda e sempre necessária. O “fazer web” e algo muito novo, muito recente: estamos todos “apanhando”, aprendendo e descobrindo as melhores formas de trabalho.O intuito é o de auxiliar o estudante e o profissional de web iniciante de uma maneira geral, dando a oportunidade de ter algo a seguir como uma bússola de orientação para todos os que precisarem, de alguma forma.

Comentem, mandem suas opiniões e críticas para mim . Terei o maior prazer em responder!

Google, Yahoo e o fim da mídia impressa

Na esteira dos recentes acontecimentos envolvendo a frustrada tentativa de compra do Yahoo pela Microsoft, seguiram-se, nos noticiários especializados, diversas formas de “recuperação” (do Yahoo), algumas muito coerentes, outras, nem tanto.

Dentre as possíveis reações do Yahoo para retomada e expansão de seus negócios de publicidade online, a que surtiu um grande alvoroço e pavor, por parte de muitos, foi a de uma possível parceria com o Google, compartilhando algumas soluções. Dentre elas, fala-se da utilização de anúncios Google em páginas do Yahoo, o que, com certeza, causaria espanto naqueles mais habituados ao conceito tradicional de concorrência. Mesmo as possíveis acusações de truste estão longe de surtir qualquer impedimento legal, conforme noticiado aqui.

Apesar disso, o Yahoo prossegue com inovações e plataformas diferentes, concepções diferenciadas de mercado. Sendo do tamanho que é, com a importância seminal que tem, é provável que muita água ainda irá correr embaixo desta ponte. Não é uma guerra fácil de ganhar, ninguém irá facilitar as coisas para a outra parte.

Mídia impressa: fim de uma era

Sem dúvida, um título muito exagerado, digno de cartomantes e pais-de-santos dos programas de TV de fim-de-ano. Antes de tentar adivinhar qual famoso artista vai casar, ou qual político vai ganhar a eleição (para não mudar em absolutamente nada a vida das pessoas), neste caso realmente há um temor por parte da União Européia (!) e um grupo de jornais do mundo inteiro, conforme noticiado aqui.

As previsões do fim da mídia impressa, na verdade, não são novidade para ninguém. O que impressiona, aqui, é a clara manifestação de temor de quem tem muito a perder com essa história, com o penoso andamento da carruagem, rumo ao suposto precipício.

O caminho sem volta da internet, da web, da abertura da participação de todos, com milhares de novos repórteres semi-desconhecidos pelo mundo afora, juntamente com a extrema facilidade em se manter informado, a um custo cada vez menor, de maneira confortável, configuram os elementos do pior dos pesadelos das grandes corporações jornalísticas ao redor do mundo.

Quem lê tanta notícia?

Sempre assinei jornais, hábito herdado de meu pai. Quando criança, adorava pegar os cadernos, folheá-los, ler as notícias que me interessavam (gostava, especialmente, dos cadernos culturais e de política). Imaginava, divertido, como seria ótimo trabalhar numa redação, fazer o jornal, escolher todas aquelas fontes, inserir fotos, escrever textos… Sem dúvidas, um universo extremamente empolgante para mim.

O tempo passou, com ele muitas das idéias que tinha da mídia jornalística foram caindo por terra, uma a uma: independência, imparcialidade, palanque público… Vi, num certo momento, que toda aquela estrutura tinha finalidades estabelecidas, que as opiniões e comentários dos leitores (outra seção que sempre lia) eram selecionados de acordo com a conveniência.

Quando tudo parecia perdido, surgiu a web. Com seu poder replicador e multiplicador de notícias, de blogs, de gente independente falando o que pensava e assinando embaixo, sem nenhuma culpa. Visões e mais visões diferenciadas de mundo, de sociedade. Maneiras distintas de se analisar um mesmo acontecimento. A possibilidade da dialética “tese-antítese-síntese” levada às últimas consequencias, como cada síntese criando uma nova antítese ou tese. Algo sequer imaginado pela mídia impressa, por claras limitações físicas e conceituais.

Modelos incompatíveis

A questão toda gira em torno das verbas publicitárias. Com resultados comprovadamente superiores, a internet obtém, a cada dia, mais e mais verbas publicitárias, ganhando, por meio de retornos favoráveis, as verbas outrora direcionadas para as outras mídia, inclusive os jornais.

Vamos aos dados:

a) Próxima de se tornar a maior mídia do mundo: com verbas cada vez maiores e com o crescimento da banda larga em escala global, a internet está próxima de se tornar a maior mídia do mundo.

b) Crescimento de 45% em relação ao primeiro semestre de 2007: a verba tem crescido, comprovadamente, na internet, atraindo um mar de novos negócios e possibilidades, aquecendo o mercado.

c) Propaganda maior que a tv em 2009: de acordo com diversos indicadores e estimativas, 2009 será o ano em que as receitas publicitárias da internet superarão as da TV, na Inglaterra.

O outro lado

A maior preocupação dos jornais é o monopólio de toda a internet pelo Google, caso o Yahoo deixe de ser o concorrente e torne-se um parceiro comercial. De certa forma, o medo procede, já que nenhum monopólio, por mais “pop” que seja, é bom. É necessário manter a saudável competição e concorrência, a fim de manter os contrapontos ativos e efetivos.

Por outro lado, se as estratégias e competências do Google têm sido mais efetivas que as da concorrência, a empresa, em princípio, não pode ser punida por isso. Na verdade, o ataque é a melhor defesa. No território da web, o ataque deve vir em forma de novos e excitantes serviços, em novidades que sacudam o mercado, indo além de onde o Google foi.

Conclusões

Dizem que não há como uma mídia tão antiga e histórica “acabar” ou ser substituída por outra mais moderna, porém eu não teria tanta certeza. Os tempos são outros, as novas vantagens são reais e concretas. Não se trata de uma mudança do tipo rádio para tv, ou revista para livro, mas sim de uma mudança de paradigmas, de interação e de possibilidades novas, amplas, agregadoras.

Portanto, torna-se vital uma reação arquitetada, em cadeia, inteligente e de proporções consideráveis. Os jornais, ao redor do mundo, possuem grandes colunistas, excelentes analistas, mentes brilhantes e que produzem conteúdos que, por décadas, influenciam diretamente os formadores de opinião de diversas nações. Apesar de todo o cenário desfavorável, esperamos que ocorra a migração do bom conteúdo de mídias tradicionais para a internet, já que, como dizem, a mensagem é infinitamente mais importante que o meio.

Artigo publicado originalmente em minha coluna no iMasters.

Publicidade on-line: quer pagar quanto?

Recentes notícias versam sobre o início do processo de investigação da publicidade online por parte do governo americano. As empresas convocadas representam a nata da nata da publicidade via internet mundial (Google, Yahoo!, Microsoft, AT&T, Verizon Communications e AOL), o que demonstra que o objetivo inicial da investigação parece muito amplo e irá afetar (positiva ou negativamente, dependendo das técnicas e estratégias utilizadas por cada empresa) todo o mercado.

Os dados e a privacidade

Esta é uma questão delicada, que todos evitam: como são colhidos os dados para publicidade online? Será que a nossa privacidade é respeitada, de fato?

Talvez pela qualidade dos serviços “gratuitos” oferecidos, talvez pela conveniência em utilizá-los, não nos preocupamos com isso, apenas queremos o serviço bom e estável. Ponto.Os dados oferecidos como links patrocinados e a sensibilidade às palavras, dando uma relevância sem precedentes a publicidade, são muito apreciados pela propaganda da era digital. Porém, se analisarmos friamente, podemos até sentir um certo pavor, pois é provável que tal relevância seja conseguida baseada na exploração dos dados pessoais. Se a fronteira entre as “políticas de privacidade” e a “invasão de privacidade” não é transposta, no mínimo sua divisão é tênue e pouco segura.

Quer pagar quanto?

Talvez você ache que esse é um preço justo a ser pago pelos serviços oferecidos. Ainda há quem, de forma ingênua, acredite na gratuidade dos serviços. Não são raros os que perguntam: “Mas, se é grátis, como eles ganham dinheiro?”. Pois é, “eles” ganham muito, muito dinheiro, com base na moeda corrente da internet: os dados. Inclusive os seus.

Exagero? Você utiliza, por exemplo, o gmail? Já reparou a curiosa relevância dos anúncios que emolduram suas mensagens? Incrível, não é? São exatamente do mesmo tema da mensagem que você está lendo! Mas, só um momento: para saberem o assunto de minha mensagem eles precisam ler antes de mim, não é? Sim, é. Talvez nos reste, como consolo, saber que não foi nenhum “humano” que leu, que foram API´s sofisticadas que, numa perfeição admirável, relacionaram as palavras comuns de sua mensagem num contexto de relevância, com conceitos modernos de folksonomia e “descobriram” o tema comum da mensagem. Isso te consola?

O rei está nú

Sim, está. Ninguém quer ser herege, ou cuspir no prato em que come. Assim, (quase) todos, agraciados pelos lucros e ganhos significativos da internet em termos de soluções de publicidade dirigidas, fazem vistas grossas à questão da privacidade online, ou, numa atitude muito comum, saem repetindo, aos quatro ventos, as maravilhas dos tempos atuais, os excelentes resultados obtidos e o aquecimento do mercado.

Ok, eu admiro e recebo meus “benefícios” com o crescimento vertiginoso da internet, com o aquecimento do mercado e blá, blá, blá. Porém, a idéia de dar o tiro no próprio pé me parece bem delineada e próxima. É necessário tomar cuidado e respeitar a privacidade das pessoas. Pois, ao contrário da internet, ninguém se sente invadido em sua privacidade ao ler uma revista semanal ou assistir a televisão.

A prudência pode ser posta “ao lado” em meio a euforia das grandes cifras, porém, tal atitude deve ser evitada. O fato é que investigações estão sendo iniciadas, demonstrando que algo, realmente, não está soando bem na “nova” maneira de se fazer publicidade. O senso crítico e, sobretudo, o bom senso, devem servir de norte para empresas envolvidas com internet, mantendo o ambiente saudável e seguro.

Conclusões

Foram necessários diversos anos de trabalho duro por parte de diversos profissionais, empreendedores, visionários e gênios da internet para chegarmos no nível elevado de qualidade e penetração que temos hoje.

A internet é respeitada como uma grande e importante mídia, gerando boas receitas e expandindo um grande mercado para profissionais de diversos ramos. Por mais que pareça algo na contra-mão, o cuidado e a sensibilidade no trato com os dados dos nossos usuários devem ser uma constante.

A internet deve ser um lugar seguro, amplo, irrestrito e democrático, respeitando, sobretudo, o direito à privacidade que todos temos, garantidos por diversas leis que regem todas as nações democráticas do mundo. Assim, de forma responsável e sem ganância excessiva, o crescimento será estável, seguro e responsável.

Intercon 2008: Cobertura Descentralizada

Dia 25 de outubro é o grande dia: intercon 2008 com força total, cheio de novidades estimulantes e possibilidades únicas de estabelecer um networking privilegiado. Certamente, um dos maiores eventos de internet e tecnologia do Brasil, com palestrantes de peso e muita inovação.

Conheça a relação completa dos eventos aqui.

Cobertura

Estarei postando, diretamente do evento (se tudo correr bem), artigos com a cobertura direta do intercon 2008. Esta cobertura também se estenderá ao meu twitter, portanto, siga-me e fique bem informado!

Novo Modelo

Veja um trecho do texto do site oficial:
Revolucionário é pouco! Serão 4 eventos em 1. O iMasters InterCon 2008, além da programação principal, terá o FF´08, com uma série de palestras rápidas e 2 oficinas técnicas, num ambiente super informal e charmoso. Um encontro de mais de 700 profissionais de internet e 24 palestrantes.

As vagas já estão esgotadas e o evento promete!

Fiquem ligados!

Fabiano Pereira: casa nova!

Olá, amigos!

Estou de casa nova!
Depois de uma inebriante saga bloguística nos árduos territórios do CMS Blogger, eis que migro para o multi-platinado Word Press, usando hospedagem própria (paga).

Assim, poderei efetuar diversas mudanças e ter um maior controle sobre o meu blog.

Fico muito feliz com sua visita e espero que retorne sempre!

Todo o conteúdo do endereço anterior (http://fabianopereiradesigner.blogspot.com) já foi migrado para cá. A partir de agora, novos posts e uma cobertura do intercon 2008 será minha primeira empreitada neste novo endereço!

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Aguarde novidades!

Google Chrome: viva o Firefox!

Apesar de todo barulho feito em torno do novo browser desenvolvido pela Google, confesso que fiquei meio surpreso com os bugs do Chrome (tá, eu sei, é uma versão beta para “ampliar o diálogo com a comunidade web”, conforme anunciado pela Google), que não foram poucos. Logo no início, a ausência de menus me agradou (”Mais espaço!” - pensei com a cabeça de designer), não sem antes me lembrar que os dois principais browsers da web possuem esse espaço ocupado com diversos botões e opções, portanto, não poderia contar com o tal “espaço a mais”. Uma pena.

Há muita informação e muito vibe rolando por aí sobre o novo browser, e não é pra menos. Com a tradição de excelentes ferramentas para web, o Google consegue mexer com todo o mercado com novidades assim. Ainda mais se levarmos em consideração que a empresa sempre apoiou o firefox. Como será que a “coisa” fica, agora?

Modelos inter-dependentes

Na verdade, o modelo open source do chrome depende de módulos específicos para funcionar, que são os mesmos do Firefox e do safari. Portanto, não há, visivelmente, uma concorrência com a Mozilla, muito pelo contrário: dias antes do lançamento do google chrome beta, a google renovou seu contrato de cooperação e apoio ao Firefox, que estava para vencer. Assim, o robusto apoio financeiro se estenderá até até 2011. Correm boatos de que os valores ficam na casa dos US$60 milhões anuais. Seguramente, não é pouco.

O tal modelo do chrome não é novidade. A lógica inerente é a mesma do software livre, do Linux: “todos por todos e todos por todos”. Trata-se do uso inteligente de conceitos open source que podem, a um certo prazo, trazer boas cifras. Assim, fica eliminada a idéia de que “agora o Firefox quebra!”, que anda correndo solta pelos recantos da internet. Dizer isso é desconhecer totalmente o modelo atual de cooperação da internet, que o próprio google ajudou a propagar.

Vantagens reais

Sim, o chrome é mais rápido, infinitamente mais rápido. Seu modelo enxuto de carregamento, conteúdos e scripts funciona redondo, carregando páginas com rapidez e boa renderização. Talvez essa seja a maior razão por trás do vibe que rola por aí.

O chrome também inova na maneira como lida com as abas. Nele, cada aba é um processo novo, o que significa que, quando uma página apresenta algum bug, o browser continua firme e forte com as outras abas abertas, sem nenhuma alteração ou problema.

A interface limpa, simples e clean é um grande atrativo. Menos é mais, essa é a mensagem inerente de todas as aplicações google e eles estão corretos. Boas páginas web devem promover experiências ricas e construtivas de navegação dentro de seu próprio espaço, sem contar com botões ou recursos de browsers. Páginas construídas dentro dessa lógica serão apreciadas sem nenhum problema dentro do chrome.

Desvantagens temporais

Sim, temporais, pois acredito que serão devidamente corrigidas, ao seu tempo, visto que a Google não brinca em serviço.

Bugs:Diversos bugs ocorreram, com sites distintos, sem nenhuma característica comum entre eles que possa localizar um problema de carregamento específico. Notem que os bugs aos quais me refiro são os de carregamento de páginas somente. Sem dúvidas, esse tipo de aresta precisa ser aparada nas próximas versões;

Sem add-ons: Ao contrário do Firefox, ainda não existe a possibilidade de inserir add-ons ou aplicações de terceiros no chrome. Com certeza, pra quem já se habituou com as práticas funcionalidades extras do firefox (eu, por exemplo), haverá um certo estranhamento inicial na navegação.

Viva o Firefox!

Vivemos num mercado de tendências, de últimas novidades e de alterações constantes. Quem assume posturas conservadoras acaba por se arrepender, por não ter acompanhado as novidades. Sim, eu gostei bastante do Chrome, em diversos sentidos ele é muito melhor que o firefox. Porém, não ousaria adotá-lo como meu browser preferido e oficial no lugar do Firefox.

Há coisas (como sabedoria, por exemplo) que só são conquistadas com o tempo e a experiência. O Chrome ainda precisa (isso é óbvio) trilhar um caminho longo para ser 100% estável e confiável, apesar de já estar em desenvolvimento por cerca de dois anos.

Cada nova atualização da versão será acompanhada de perto por toda a comunidade, ávida por novidades e melhorias contínuas. É muito bom ter uma nova opção, que eleva o conceito de navegação rápida a um novo patamar. Assim, a vantagem competitiva será implementada pela concorrência, todos ganham com isso.

Esperemos, pois. Há muita novidade em curso (como um sistema operacional 100% Google), é certo que a maneira como utilizamos a internet e os computadores será melhor, mais rápida e prática a cada dia.

Esperemos, pois.

Artigo Publicado Originalmente na coluna de Fabiano Pereira, no Portal iMasters