Se vira nos 3: Intercon 2007

Se vira nos três (Um processo seletivo diferente): Síntese.
Parecia um pouco com um Big Brotherda web, um reality-show ao vivo, uma fogueira das boas, porém um pouco desorganizada… Nada que uns bons ajustes não resolvam…
No palco, sentados em sofazinhos confortáveis, estavam Suzana Apelbaum (Diretora de Criação – Heloo!), Max Chanan (Dir. de Criação da McCann) e “substituindo”, de certa forma, Michel Lent (10´ minutos), esteve presente Raphael Vasconcellos (Diretor de Criação da Agência Click).
A idéia era ver como alguns candidatos reagiriam a uma roda de entrevistadores de peso como essa, ensinar e dar dicas ao público do que deve e não se deve fazer numa entrevista de emprego, sobretudo na área de web.
Verdadeiramente, uma oportunidade rara de saber como são os diretores no momento da decisão, quais critérios escolhidos.
Talvez pelo formato do “evento”, a decisão final não foi comunicada, pois não houve consenso entre os entrevistadores.
Os entrevistados serão atendidos nas respectivas agências com um tratamento diferenciado, prêmio justo depois de passarem pela “saia justa” de um auditório repleto de profissionais.
Logo no início, Lulli perguntou aos diretores de criação:
-o que há na sua pasta?
Conheça agora, entrevistado por entrevistado, as respostas:
Suzana Apelbaum (Diretora de Criação – Heloo!)
Suzana deu um depoimento muito legal sobre sua trajetória. Ela disse ter formação artística de teatro e dança, e que isso foi determinante para uma visão diferente de mundo.
Contou uma história bastante interessante sobre seu portfolio, no formato de caixas dentro de caixas, cada uma com poesias, desenhos e outros objetos referenciais de sua personalidade e visão de mundo. Na última caixa, a surpresa era encontrar algumas balas com o “s” de Suzana.
Dicas para entrevista de emprego, baseadas nas declarações de Suzana Apelbaum:
- Seja você mesmo, não se “fabrique”, nem seja “fake”;
- Tenha uma formação plural: ela valoriza profissionais com habilidades artísticas, disse ter contratado uma poeta para web writer, por ter gostado de sua poesia;
- Os seus valores, o seu potencial em crescer, aprender, inovar, são muito mais importantes que a quantidade de trabalhos importantes na pasta, ou algo parecido. Seja aberto, plural, dinâmico.
- Não ter medo de tentar nem de ousar.
O sucesso sempre foi a criação da ousadia. — Voltaire.
Concluindo, achei bastante interessante esta visão, indo contra a especialização por si só, desenfreada. A carreira deve ser pensada, construída e conquistada.
Max Chanan (Dir. de Criação da McCann).
Max trouxe mais um exemplo de atitude “low-fi”, no que diz respeito ao portfolio. Reafirmou muitos dos conceitos defendidos por Suzana, como a importância do potencial de crescimento dentro do contexto da empresa e vaga oferecidas, em detrimento ao grande número de trabalhos na pasta, pura e simplesmente.
O que realmente se espera de um estágiario é o compromisso com o desenvolvimento, com o sucesso futuro. Mais do que nunca, o profissional procurado é aquele com uma visão empreendedora de sua própria carreira, que tenha a mente aberta e possa oferecer todo o seu potencial dentro da empresa.
Max disse que após passar por algumas experiências de outras carreiras, se encontrou na Faculdade de Design de Produto, o que lhe ofereceu uma visão prática das coisas; ele fez um paralelo interessante entre os conceitos de ergonomia (adequação de determinado produto às condições físicas de uso por parte do usuário) e de usabilidade na web.
Na pasta, Max disse não ter praticamente nada, por ser um desorganizado confesso, nem mesmo um site disse ter. Porém, como substituto à tudo isso, trouxe sua bagagem do curso e design e sua criatividade, tendo um grande posto no mercado de trabalho atual, confirmando, com isso, o sucesso de sua atitude e posicionamento profissional.
Raphael Vasconcellos (Diretor de Criação da Agência Click)
Raphael tem um histórico de envolvimento com mídia impressa de 1995 até 1998, como a McCann, tendo passado antes em escritórios de comunicação visual.
Teve algumas sociedades com amigos que depois viriam a formar agências e parcerias. Assim que conseguiu um estágio numa grande empresa, foi chamado a uma sociedade, que encarou com vontade.
Desenvolveu o departamento de publicidade Atelier, empresa que mais tarde se fundiu à AgênciaClick. Tem uma carreira de 8 anos com mídia interativa e escreve o blog Propaganda Interativa.
Disse que boa parte destes trabalhos, de mídia impressa, comunicação visual e outros, compunham sua primeira pasta, associados a um espiríto empreendedor. Mutio do que foi dito anteriormente foi reafirmado por ele.
Aproveitou a “audiência privilegiada”, como ele mesmo disse, para anunciar que a Click está recrutando profissionais. É sempre um desafio, para muitos profissionais, encarar um processo seletivo numa grande empresa, porém o nervosismo e a ansiedade devem ser controlados e usados de forma positiva. De qualquer maneira, vale MUITO a pena trabalhar numa agencia deste porte.

Os candidatos. As atuações. Conclusões gerais.
Iniciando, peço desculpas pela amnésia total que me abate hoje. Sinceramente, não consigo me lembrar dos nomes de todos os candidatos (na verdade, de nenhum), mas tentarei relatar o que rolou no palco do intercon 2007 no tal “Se vira nos 3″.
Let´s rock!
Parece que nem todos os selecionados compareceram, que alguns foram convidados “na hora” e “amarelaram”, ou coisa assim. Na verdade, é necessário ter muita coragem, um “pouco” de cara-de-pau e muita desinibição pra encarar um desafio como este.
Você teria coragem?
A primeira candidata foi uma “arquiteta e designer”, como ela se declarou. Disse ter vivência e experiência em mídia impressa, criação de logos, alguns sites e experiência de vida. Eu achei discutível a estratégia de “massagear o ego” dos entrevistadores com citações do que eles haviam acabado de fazer, porém o nervosismo deve ter sido o principal motivo da apresentação opaca e tensa.
Na sequencia, um cadidato que trabalha numa faculdade de MG, com bastante desenvoltura, porém com um senso exagerado de equipe, sempre citando um amigo e colega de trabalho. Mostrou alguns trabalhos, na maioria sem muitos apelos, com alguns bons momentos… Disse ser professor da área.
O próximo candidato foi o que mais arrancou reações da platéia, com uma atitude descolada e comentários engraçadíssimos. Falou “mal” de todos os seus clientes, porém acredito que foi tudo bem espontâneo, muito divertido. Seus trabalhos demonstram que há uma estrada a ser percorrida, nada que alguns anos de experiência/estágio não resolvam…
Finalizando (eu acho), subiu ao palco um bom candidato, principalmente por suas ilustrações, mais até do que seu trabalho em web, como ele mesmo deixou claro.
Por uma indefinição geral, os candidatos receberam a oportunidade de irem para uma entrevista em cada uma das agências com os respectivos diretores de criação, com um tratamento diferenciado.
Conclusões finais ou o sentido da vida (ou algo que o valha).
Não ligue para a profundidade do título acima. É só um viralzinho(!).
Encerro aqui minha humilde cobertura “não-oficial” do intercon 2007, dizendo que foi um grande evento, com grandes idéias. Muitas possibilidades são abertas e o horizonte, sem exageros, torna-se maior (e melhor) para todos.

Manda ver!