Microsoft quer Yahoo
Recentemente, a Microsoft divulgou o que parece ser um “tudo ou nada” no processo de compra da Yahoo. Disse estar disposta a utilizar uma agressiva tática de comprar as ações disponíveis da Yahoo até o limite de ter uma “voz de respeito” dentro da empresa.
Artigo publicado originalmente em 22 de Fevereiro de 2008

Não duvido, de maneira alguma, que isso irá acontecer. Eu, como muitos, fui testemunha do funeral, enterro e última pá de terra lançada pela Microsoft sobre a outrora onipotente líder do mercado de browsers Netscape. A tática foi tão agressiva e, ao mesmo tempo, tão eficiente (pra quem não sabe, foi no momento em que as versões do windows traziam “embutidas”, de forma obrigatória, a instalação do IE. Foram movidos processos e reclamações diversas, porém, como você pode perceber, nada adiantou) que o IE se tornou líder do mercado em que começou timidamente.
É óbvio que a conquista do mercado web não é tão simples assim, porém, como já foi noticiado por diversos blogs, sites de informação e todo tipo de mídia, a oferta da Microsoft foi recusada pelos diretores do Yahoo, o que ocasionou a queda das ações da empresa. Comprá-las, todas, agora, desvalorizadas (devido à recusa e boatos especuladores diversos), seria uma quase “tacada de mestre”, digna dos maiores discípulos de Gates. Não é?
Não me importo com o sucesso (ou não) da Microsoft, mas sim com a possibilidade de um eminente monopópio web (ou início de um) desta gigante do software proprietário, responsável pelo maior de todos os pesadelos dos desenvolvedores web: o IE e seus terríveis bugs.
Esta empresa já deixou bem claro que não se importa com as regras do W3C, com os padrões. Reluta em participar dos grupos de discussão para novas tecnologias, está tentando sobrescrever o padrão xml (para “open xml”).
Se o crescimento da Microsoft para web seguir esta mesma linha, teremos uma empresa ainda mais poderosa, desrespeitando as normas, o espírito colaborativo e livre da web, tornando os mais terríveis pesadelos nerds numa dura realidade…
O google “se garante” na dianteira da web por ser mais inteligente e entender muito mais deste meio que qualquer outra empresa. É óbvio que um monopólio “googleano” também não é bom (nenhum monopólio é), porém espero que os concorrentes, no mínimo, respeitem as regras de boa convivência e o espírito comunitário, livre e colaborativo da web.
As estratégias de conquista deste mercado, para alcançarem êxito, devem vir permeadas de um bom conceito coletivo ou um excelente “coletivo” de bons serviços, sobretudo, sociais.

Manda ver!